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terça-feira, 12 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA DE APARECIDA



NOSSA SENHORA DE APARECIDA

Sérgio Gibim Ortega

Na velha casinha que morávamos,
Lá na sala, num cantinho da parede,
Construí para a nossa santinha
Um altar de cimento de concreto.
E bem embaixo daquela pedra
Gravei o seu nome no cimento:
Nossa senhora de Aparecida.

Mesmo que era a nossa morada,
Neste lugar não nos pertencia mais.
Pois então um dia nós se mudamos
Para nosso novo e verdadeiro lar.
E conosco levamos nossa santinha.

Diz o velho ditado, que do seu altar
Ou de sua capelinha, uma Santa
Nunca deve ser retirada do seu lugar.
Perdoa então minha Santa Aparecida
Porque nós queríamos sim é te levar,
Para a nossa sonhada e nova morada.

E foi encima de um novo altar
Improvisamos-a numa caixa de papel,
Como o novo altar de nossa Santinha.
Infelizmente foi um dia ao se esbarrar
Na caixa de papel, e ela foi ao chão
E em pedaços de gesso foi que ficou.

Daquela nossa velha morada,
A nossa querida santinha
não podia ter sido retirada.
Pois só ficou lá o seu altar
E embaixo o seu nome escrito:
Nossa Senhora de Aparecida.

Que ilumina toda a nossa vida
O novo lugar dos nossos sonhos.
E que perdoe nossa mãezinha;
Que ficasse abençoando por lá,
Também aquela velha casinha
Onde há pessoas que também
É da família
e ainda moram lá...

13/10/2010

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