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sábado, 29 de março de 2014

O SUS SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, O UPA E O POSTINHO VILA AMÉRICA DE VOTUPORANGA, EM O DOSSIÊ 2ª PARTE

   
   Sérgio Gibim Ortega

    No mesmo dia em que saímos do consultório, antes de tirar o Raio X, passamos no Postinho da Vila América. Um funcionário do guichê 1 que nos atendeu disse, que nós tínhamos que vir bem cedo, que aí ele passaria nós para as enfermeiras, e só elas que poderia encaminha meu pai ao AME pra cirurgia.  Gastei 490,00 reais no total, entre consulta no Dr. Robson e exames.
  
     Terminamos no dia de tirar o Raio X, voltamos então bem cedo na Sexta-feira no Postinho. Estávamos na porta esperando, e lá veio duas enfermeiras mandando todos embora que não havia médicos. Os que eram encaminhamento, pra ir ao Guichê. Falei serio e ela mandou ir ao Guichê 3. A Franciele nos atendia na fila. Dizia Blá blá blá, que tínhamos que vir outro dia marcar, que tinha que marcar, etc. Falei alto com ela, apontando o rapaz do Guichê 1, e o que tinha dito ele. Só assim ela disse pra mim aguardar, que ela iria falar comigo particularmente. Depois de uns minutos nos levou em uma sala. Disse que não podia fazer nada, e blá blá blá, disse que iria então colocar meu pai no lugar de outro paciente que havia faltado. Mas era pra voltar a tarde a 1 hora, e uma moça que estaria na mesa ao lado, era pra dizer a ela que era pra colocar no lugar do paciente que faltou.

     Então voltamos a tarde e advinha. A Franciele já não estava por lá. A moça que ela disse veio uns minutos depois, uma de óculos. Eu não sei nem o nome dela, falei educadamente, e ela se fez de muda e deu uma de João sem braço. Disse que nós tínhamos que ir ao guichê. Novamente engrossei e fui ao guichê 1 de novo, o rapaz que já sabia de nossa presença, fez blá, blá, blá novamente, e eu falei alto com ele. Disse a ele que não era palhaço, e que era pra ela marcar. Ele se levantou e buscou uma senha 37, então aguardamos quase a tarde toda.
  
     O médico Dr. João Palhares nos atendeu, conferiu tal exames e deu encaminhamento para o AME. Ele até disse que era pra mandar colocar o Dr. Robson. Bom! Daí pensei que estava fácil, aguardei para sala ao lado novamente. Uma senhora que parecia ser mais gentil, nos pediu exame de PSA, da prostra.  Disse que tinha na Ultrassom paga, não precisava melhor. Ela insistiu que não servia, era outro exame. Então fomos em casa e buscamos o da Santa Casa. Tinha também do UPA (Unidade de Pronto Atendimento) mas o do UPA fica retido com eles. Levamos o da Santa Casa mesmo, e a tal enfermeira chefe pegou uns dois ou três. Mas disse que ainda faltava exame de urina, e daí era fácil. Ela pegou uns papeis, etc. e disse que meu pai voltaria então na Segunda-feira de manhã. Pra não xingar mais, ainda brincamos, e enfim, voltamos na Segunda-feira. Mas essa tal enfermeira já não estava mais lá. Daí pedimos na sala dela e informaram que tal exame ainda não estava pronto. Daí mandou olhar lá em outra sala aos fundos. Fomos para lá e nada de informação.
 
     Estava fervendo de gente, e até uma senhora já achou que estaríamos passando na frente dela. Perguntou se tínhamos ido ao Guichê, passado no médico, entrado não sei onde. Eu já respondi a ela que sim, que tinha entrado... Entrado e saído, colocado, etc. Falei meio alto e todos da sala ficou olhando, uns rindo, etc.
  
     Fui novamente a sala aos fundos, mesmo com a fila grande, era onde meu pai fez tal exame, esse ainda que esta esquecendo de mencionar. Na hora que ela abriu a porta e disse próximo, bati a mão na maçaneta da porta e o pé e já fui perguntando meio alta a tal enfermeira de óculos, aonde estava aquele exame. A tal que já não podia nem mais me ver disse que eu tinha que pegar na sala da tal enfermeira aonde tínhamos ido. Daí voltei lá novamente, e um outra enfermeira mais gentil saiu procurando esse exame pelos corredores. Nos confirmou novamente que acho que chegaria a tarde. Antes, abriu a porta e conversou com uma senhora. Daí continuei a conversa com esta tal pessoa, que disse que ali é um causo sério. Enquanto isso nas conversas vai e vem, gentilmente ela conseguiu encaixar no computador, que ainda temos que esperar uma ligação da Secretaria da Saúde de Votuporanga.

      Algumas enfermeiras disse que ali até seus próprios parentes ficam assim numa burocracia desgraçada.
      É uma vergonha para uma cidade dessa, mesmo que tenha tal burocracia, que o faça após atender o paciente que seria urgente.
  
     Meu pai está com a pedra de 1 centímetro entre o rim e a bexiga. Com essa burocracia toda ele vai aguentando e já faz umas duas semanas com a dor. Eu publico também no Facebook. Na minha comunidade de amigos está como amigos o Sr. Prefeito Junior Marão, o Deputado Carlos Pignatari, e mais senhores autoridades e políticas. Mesmo assim ninguém lê muito. Mas é preciso escrever e deixar registrado a vergonha de Votuporanga. Por isto é um dossiê que exponho. Aqui se veja como pessoas que é urgente não tenha valor nem pagando um pouco do que pode - Aqui se vê pessoas que morrem por toda essa burocracia. São 490 reais. Mesmo assim não ajudou a tirar a pedra que dá risco ao meu pai. Bom! A gente perde tempo de escrever pra dois ou três leitores. Mas fica guardado, registrado e quem sabe um dia se frutifique.
   
     Aqui eu me recordo agora, do UPA, que levei meu pai e que mesmo fazendo tal exames, foi dito que ele não tinha nada. Mas eu sei que tinha. E vou falar do UPA mais adiante.
  
     Quero só concluir, que neste mesmo Posto Vila América, peguei um tal panfleto, entre tantos outros, a tal publicação que é meio de vida dos político. Por que isso? Esse tal folheto mostra sobre o rim e peguei justamente para publicar aqui (ver foto a cima).  Para mostrar que a corrupção do Pais fala mais alta. Para que tantas publicações, se na hora do socorro, igual ao meu pai, a saúde é falha? Ainda tem a cara de pau de escrever no folheto. "Não jogue em vias pública!".
  
     Em meio a tal correria, os postinhos da cidade estão lotados. A cidade não é bem dividida em termos de saúde. O tal postinho Vila América dá pra perceber que tem muita gente. Existem outros postinhos da cidade que já não tem muita gente. Por que isso? Eu explico. Bairros de mais classe alta vai menos ao postinho. Enquanto isso a gente nota que o Postinho Vila América atende muito mais bairros de classe social menor. Eles não dão conta. A maioria dos funcionários de lá, tanto faz se a agua corre para baixo, ou corre para cima. O qual o bairro deveria então ter dois Postos.
  
     Posto de saúde próximo ao Assary Consultório Municipal Jerônimo Figueira da Costa. Esse mesmo tem pouca gente. Minha esposa tem marcado dentista lá, e eles mesmo fica de retornar a ligação, pois nunca ligam. A gente tem pago um pouco para tratamento de dentes quando dá certo. Quando não dá, a gente tenta e fica na tal enganação.
  
     Mesmo assim a cidade faz a gracinha de mandar agentes de saúde na residência, cadastrar a gente pra ficarmos como bobos da corte. Caso é meu pai. A gente não tem como correr em outro postinho. Do que adianta esse tal método de vir a casa da gente e fazer tantas perguntas sobre a saúde? Tá na cara que isso é uma farsa bem grande, é só pra ver o que o povo tem em casa.
   
     Do jeito que meu pai está sendo atendido não tem explicação. Da impressão que o posto tira muitas pedras de vesícula no AME. Deve ser toneladas de pedras. Nossa!
  
      O Raio X mesmo para que serve no UPA. É assunto para meu próximo capítulo. Aonde ainda pretendo tirar a limpo com o UPA pra saber porque tinha a tal pedra no exame, eles alegaram que meu pai não tinha nada. É o mesmo exame pago. Vou ainda procurar a Secretaria da Saúde de Votuporanga na Rua Santa Catarina para ter mais capítulos aqui, é claro. Não tem uma forma mais de ajudar meu pai.
  
     Porque as pessoas é tão mal atendidas e existe uma burocracia em cima de burocracia.  E meu pai continua tomando chá pra tentar se livrar de uma pedra. Deus me livre e me guarde, se fosse outra coisa mais grave, já tinha ido.

LEIA PRIMEIRA PARTE AQUI

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