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quarta-feira, 14 de julho de 2010

É GENTE DELES MESMO!!!

Roberto Martins

O Deputado Dado e todos os que querem enganar o povo, usam termos que fazem crer que alguém estaria proibindo o CARNAVOTU de continuar existindo. É uma técnica que eles estão usando para manobrar a população para apoiá-los na ilegalidade por eles praticada.

O Deputado Dado se manifestou publicamente pela imprensa local, onde a manchete denunciava - baseada nas palavras dele -, que seria um contra-senso proibir o CARNAVOTU.

O Deputado Dado deve estar desinformado, pois não existem meios de se proibir o CARNAVOTU. O que se está querendo proibir é a modalidade open bar, esta forma indigna que encontraram, onde uma grande maioria que se diverte e brinca de forma sadia, arca com os excessos praticados pela minoria doentia e incontrolável, que enche a cara de bebidas e de tudo quanto é droga que está “disponível” na festa, e depois sai fazendo baderna, desordem e infringindo as leis, pela cidade. E quase sempre tendo como destino final da inconseqüência, o PS Municipal, para receber atendimento pra curar bebedeiras, alucinações, suturas e fraturas, provocadas pela ingestão em excesso de álcool e drogas.

Ora Deputado, o Senhor também já foi jovem e em algum momento da sua vida, deve ter tomado umas a mais, assim como eu e uma grande parte da nossa população. Mas quando eu exagerava e chegava em casa pisando alto, com o mundo rodando com o nascer do sol e, via que a garagem para dois carros da minha casa estava pequena para acomodar o “fietinho 147C” que, toda família usava para se deslocar, eu o deixava na beirada da calçada de casa, nem tentava guardar... No outro dia, quando meu pai vinha me perguntar por que eu não tinha guardado o “carro” na garagem, ainda com a cabeça doendo e o mundo rodando, eu dizia pra ele que não tinha guardado, porque quando cheguei já estava na hora dele sair e ir à feira de domingo, como era de costume. Nunca, nenhum dos meus amigos precisou me levar na porta da minha casa, tocar a campainha e me largar no chão vomitado, esperando alguém recolher. Quando eu bebia, sempre fui capaz de agüentar as voltas da cama. Hoje, as pessoas enchem a cara de álcool e drogas, depois vão pra fila do PS procurar cura pra porre e pra ressaca. Não existe porre que não deixe uma ressaca em seguida. O Deputado deveria saber disso!

Esse porre que os senhores estão tentando enfiar na população para que alguns continuem a tirar proveito das benesses comerciais da festa, já deixou e ainda deixará muitas ressacas. Ressacas estas, que nos colocam e as nossas famílias todas, em risco.

O Deputado Dado usou de argumentos tão vis, quanto as suas próprias intenções. Afinal, por que será que o Deputado, no uso das suas atribuições, não se esmera em fazer de Votuporanga a capital dos esportes, da cultura, de criar lazer público de verdade, ou de qualquer outro seguimento que demonstre verdadeiramente orgulho para todos os votuporanguenses? Quantas competições esportivas Votuporanga têm cravado no calendário esportivo nacional? Quantas montagens teatrais nossa Secretaria de Cultura, apoiada pelo nosso Centro Universitário, apresentou para o enriquecimento cultural da nossa população votuporanguense neste ano? Quantas peças teatrais e nomes artísticos renomados e consagrados se apresentam em Votuporanga? Não vale o parente do prefeito... Votuporanga, sequer está incluída no roteiro cultura da Secretaria Estadual de Cultura.

Mas, como o Deputado mesmo ressaltou, graças aos esforços da prefeitura e com o auxílio imprescindível dele, estamos cravados no circuito carnavalesco do Brasil. Somos o segundo ou terceiro, quem sabe... Atrás apenas da emporcalhada Salvador, há um passo atrás de tudo que lá acontece e que já está acontecendo aqui, mas vocês tentam esconder a ressaca da nossa população. Vocês empreendem a festa e ganham dinheiro e dividendos políticos com ela, depois o Estado (nós) paga a conta.

O Deputado Dado disse uma única verdade no seu texto para os jornais: “a lei está acima da vontade dos homens, porque ela é fruto da decisão coletiva. Temos que caminhar rapidamente para uma solução”. O prefeito não se dispôs verdadeiramente a ouvir o povo, pois não criou um fórum de debates para ouvir toda a população, somente se dedica a ouvir os apelos dos interessados direto na manutenção da festa na forma como está.

Espero que ele tenha o bom senso de não criar nada imoral que tente legalizar esta imoralidade, usando os seus amestrados do Poder Legislativo, pois nos desdobraremos em milhares para encher o plenário da Casa e colocar tudo abaixo. Vocês já foram longe demais com tudo isso...

Contra-senso seria criar uma lei que legalize uma ilegalidade para satisfazer um pequeno grupo que está retirando vantagens desta ilegalidade. Contra-senso é destinar verbas públicas para desenvolvimento e manutenção de uma festa privada. Contra-senso é fazer tudo isso sem, no mínimo, contar com apoio significativo da população. Contra-senso é investir dinheiro público em futebol profissional para trazer dividendos financeiros para alguns, políticos para outros, sem apoiar as diversas possibilidades amadoras que distribuiriam cidadania, conduta esportiva e bem estar para a população.

Se vocês se acham possuidores do apoio da maioria – Por que então não se arriscam num plebiscito? O referendo popular é a única saída pra vocês legalizarem a ilegalidade de vocês de forma inquestionável. Façam isso, pois será a única maneira de realmente liquidarem esta fatura!!!

O Deputado Dado não me surpreendeu com suas posições, pois nunca votei nele. Agora por certo, sabedor que estou das suas verdadeiras intenções, jamais votarei. Espero que todas as pessoas de bem façam o mesmo.

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SENTIMENTOS

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