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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

QUANTO VALE À SUA DIGNIDADE?

Boa noite poeta,
Peço que o Senhor publique o artigo abaixo em seu renomado Blog, pois trata-se de um assunto que denota envolvimento público e sendo assim, do interesse de todos.
Obrigado pela atenção!
Roberto Martins
14/02/2010


QUANTO VALE À SUA DIGNIDADE?

Roberto Martins


Dando uma voltinha pela área da folia ontem, vários flagrantes me fizeram enxergar, que alguém precisa fazer alguma coisa para acabar com a festa na forma como está.

Tudo bem que pessoas endinheiradas se dirijam até aqui na nossa cidade para gentilmente gastar o seu precioso dinheiro no comércio local, mas esta prática está criando uma dependência que nos custa muito caro. É este reflexo que nos levará a uma conduta desordenada e não mais conseguiremos impor qualquer tipo de limite aos nossos. Exemplo: Eu descia a Av. João G. Leite e na minha frente, descia uma caminhonete Toyota Hilux preta, placa de São Paulo. Entre os ocupantes, quatro jovens, inclusive o motorista, ingeriam tranqüilamente o conteúdo de latinhas de cerveja. Braço pra fora, como manda o bom manual da burguesia que desfruta das delícias de passear em um utilitário de mais de cem mil (certamente comprado pelo papai), tranqüilamente passaram pelo grupo de policiais que estavam estacionados na rotatória do posto. Mais ou menos na altura da entrada do “carnapobre”, o da janela da esquerda, que ocupava a posição atrás do motorista, arremessa a latinha vazia ao chão, certamente como se estivesse naquele momento, povoando o chiqueiro que deve ser a casa dele.

Alguém certamente sairá em defesa dos festeiros alegando ser mais uma forma da nossa população auferir algum dividendo, pois o alumínio reciclável está com bom preço no mercado. Eu apenas digo que, é um comportamento inadmissível, desde a conduta dos policiais que deveriam ter parado o veículo e aplicado ao condutor o que diz a lei, até a falta de respeito com que estes visitantes tratam nossa cidade e as pessoas que nela vivem.

Como posso interpelar meu filho e, dar a ele noções de higiene e de limpeza ao bem público, se ele assiste este pessoal fazendo isso e a gente fica sem poder fazer nada? Não é fácil ensinar esta juventude a ter noções de limpeza e boa convivência mútua, eles são parte de uma geração que ignoram estes conceitos e acham que sempre terá alguém com a missão de limpar a sujeira que eles fazem. Faz parte do inconsciente ameno com que os criamos, amenizando um pouco a dureza com que fomos criados pelos nossos pais. Não é bem assim, temos que fazer a nossa parte. Não dá pra embutir esta consciência na cabeça de um jovem que assiste claramente outros da mesma faixa etária dando sinais claros de desobediência aos bons costumes em ambiente público. Dá próxima vez que meu filho arremessar um copinho de sorvete pela janela do carro, ao invés de eu parar o carro e fazer ele se abaixar e pegar com a boca, lição que nunca se esquece, vou fingir que nem é comigo, assim como fizeram os policiais na rotatória do posto.

O trânsito fluía lento na subida da Av. João G. Leite, os ocupantes de um automóvel Gol, com placa de Belo Horizonte, na maior algazarra no interior do veículo, certamente distraíram o condutor, que fechou uma motocicleta Honda de Votuporanga pela esquerda, obrigando o piloto da moto a se esgueirar pela sarjeta do canteiro da Avenida, por pouco não causando um grave acidente ao condutor da moto e à sua acompanhante. A moto afogou, o piloto funcionou-a rapidamente e saiu em perseguição ao carro. Ao aproximar-se da lateral da porta do motorista, meteu o pé na direção da porta. Por sorte o motorista do automóvel esquivou-se e o coice não atingiu a porta do veículo. O condutor da moto evadiu-se em meio ao trânsito e nada mais aconteceu. Poderia ter acontecido ali uma tragédia, ou no acidente certo, ou na desinteligência que se seguiu.

O sujeito, visivelmente em estado de completa embriaguez, se movimenta sem nenhum nexo na porta, do que sem dúvida, deve ter sido uma casa de família descente, antes de ser alugada para os foliões, de frente para a Avenida. Até aí tudo bem, não fosse o traje que ele estava usando, uma sunga de banho. Oras senhores, eu não sou hipócrita, mas permitir isso em plena luz do dia, com o trânsito de todo tipo de gente e de toda idade, aí já é demais. Permitam logo o naturalismo completo, pois chamaria ainda mais foliões e os tostões que tanto querem. Depois mudem o nome da cidade para Sodoma, ou Gomorra.

Eu conheço quase todos os cabarés e lugares de má fama do Brasil, mas nossa cidade, no período carnavalesco, está fazendo a boca-do-lixo santista - região do cais de Santos, marcado pela presença de prostíbulos e comércio dedicado a aliviar os bolsos e os testículos de marinheiros e viajantes outros, que se aliviam em terra firme -, parecer um local sacro.

Lá na boca-do-lixo, as pessoas de família que ainda não conseguiram deixar a área somente para a sua finalidade primordial, usam uma placa para identificar as moradias descentes. Nela vem escrito em letras bem graúdas: “CASA DE FAMÍLIA”.

Na próxima edição da festa, sugiro aos vizinhos do entorno, que usem do mesmo expediente e mandem confeccionar grandes placas com os mesmos dizeres para que se possa diferenciar o ambiente. Caso contrário o seu vizinho esporádico, aquele que alugou a moradia daquele seu vizinho de décadas (por míseros tostões) para os dias de folia pagã, impulsionado pela política da boa vizinhança, tente entrar pelo seu portão vestindo também uma sunga, na hipotética e remota possibilidade de conseguir, por empréstimo, uma porção de açúcar para a caipirinha dele.

Na minha casa, certamente ele irá parar no lugar quente de onde nunca deveria ter saído. Na sua, que não possui o devido preparo para isso, sugiro que coloque a placa!


COMENTÁRIOS

Sérgio Gibim Ortega

É um grande prazer meu amigo Roberto Martins em publicar uma matéria assim em meu O Novo Jornal do Poeta Gibim. Aqui o Poeta fala.
Você tem razão! É uma pouca vergonha nossa cidade de Votuporanga presenciar uma coisas dessas.
Em certos mercados da cidade os turistas acham que é normal e é como se aqui fosse a praia de nudismo. Eles entran de sungas, ou cuecas, pelados e as pessoas que estão acompanhados de suas esposas, filhos, ficam completamente envergonhados ao ver o desrespeito. E não é a primeira vez que vejo ou ouço alguém falar. O lixo e tudo mais, isso acontece porque os policiais desta cidade não fazem nada contra eles. Mas lembro aqui que o meu irmão ao tentar passar pela João Gonçalves Leite, foi multado por um dos policiais por falta da viseira do capacete de trás, da sua esposa. Tudo isso porque eles inventaram de ver Ivete Sangalo passando pela Avenida. Eles só protegem os turistas. E eles aproveitam da situação. Não sou contra o Carnaval e sim acho um absurdo as autoridades desta cidade deixarem eles fazerem o que bem entende, e tudo isso pra eles poderem não perderem os turistas que dão uma grande renda pra cidade.
Os jornais daqui que são comprados pelas autoridades não divulgam isso. Mas meu amigo Roberto Martins, aqui nós falamos e todos sabem disso. Eu faço a pergunta:"-O que será desta nova geração?".
OUTROS COMENTÁRIOS
Anônimo disse...

ÉÉé!! poeta..o que é lamentável é que nessa farra tem dinheiro suado do povo e ninguém percebe que do couro sai a correia.Quem ganha nessa parada é só meia dúzia de gatos pingado.Eu conheci um político (velha raposa) da cidade que dizia:- Se você quiser ganhar votos e amizade da pobreza dê-lhes um BUMBO E UMA GARRAFA DE CACHAÇA PRA ELES.
Anônimo disse...
É a mais pura verdade e com esta reprodução da classe ígnara, provavelmente será sempre assim. Temo pelo futuro das próximas gerações de baconianos. provavelmente terão que voltar para o chiqueiro que tanto querem os poderosos nos exilar por lá. Eles preferem mesmo os condomínios fechados.
15 de fevereiro de 2010 07:57

3 comentários:

Anônimo disse...

ÉÉé!! poeta..o que é lamentável é que nessa farra tem dinheiro suado do povo e ninguém percebe que do couro sai a correia.Quem ganha nessa parada é só meia dúzia de gatos pingado.
Eu conheci um político (velha raposa) da cidade que dizia:- Se você quiser ganhar votos e amizade da pobreza dê-lhes um BUMBO E UMA GARRAFA DE CACHAÇA PRA ELES.

Anônimo disse...

É a mais pura verdade e com esta reprodução da classe ígnara, provavelmente será sempre assim. Temo pelo futuro das próximas gerações de baconianos. provavelmente terão que voltar para o chiqueiro que tanto querem os poderosos nos exilar por lá. Eles preferem mesmo os condomínios fechados.

Anônimo disse...

Primeiro a notícia de que a prefeitura irá combater o som abusivo... Será antes, ou depois do carnaval?
Que píada estranha. Só tem um cara que está preocupado com o som abusivo. É aquele herdeiro do jornalista que dirige o jornal agora e que está vendo os seus lucros publicitários indo ao ralo com a concorrência dos anúncios dos barulhentos do microfone. Outro incomodado é o Luciano Viana, mas este nem conta.

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