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domingo, 27 de setembro de 2009

Moradores dormem na porta dos postos e reclamam da falta de vagas

Independente da venda ou não de vagas, o amontoado de pessoas que esperam nas filas durante as madrugadas é comum na maioria das Unidades Básicas de Saúde da cidade. Neste ano, a prefeitura começou a implantar outro sistema para a reserva de vagas nos postos. A ideia é que o paciente agende a consulta de acordo com a necessidade, sem precisar enfrentar filas. Algumas pessoas reclamam do novo sistema dizendo que ainda tem de ser melhorado. "Se estamos doentes, não podemos esperar a disponibilidade de uma vaga para outro dia", dizem. Na sexta-feira a reportagem continuou a investigação, desta vez se identificando. No posto "Dr. Jamilo Elias Zeitune", localizado na área central da cidade, rua Sergipe, por volta das 5h40 da madrugada, três pessoas aguardavam na fila. Claáudio Adelino Meato, 49, diz que chegou às 5 horas. Ele vai tentar uma vaga para ser atendido por um clínico geral. "Já madruguei aqui diversas vezes. Já cheguei às 3 da madrugada. Indignado com a situação ele diz: "Somos seres humanos como qualquer outro. Indiferente de raça e classe social merecemos respeito. Me sinto discriminado", diz. Já Maria Aparecida Ramos, 36, vai tentar agendar consulta para a filha. "Cheguei às 5 horas". Ela reclama de outro problema do agendamento: "Se marco a consulta e volto para a casa corro o risco de ser passada para o último lugar da fila", conta. Antônio Cunha, 65, estava lá para tentar uma vaga para a neta. Ele diz que muitas vezes não consegue vaga. "Já cheguei às 4 da manhã e não havia vaga". Para ele a situação é ainda pior se precisar de encaminhamento para um especialista. "Já esperei seis meses para conseguir uma vaga", conta. Ao contrário dos companheiros de fila, Lourdes Pavanette Docusse, 53, diz que nunca teve problemas para agendar vagas ou conseguir encaminhamento naquela unidade. Ela chegou às 6 horas para conseguir uma vaga para o marido. "Outro dia precisei de encaminhamento para um ortopedista e não tive problemas. Em 15 dias estava com a guia na mão", conta.PozzobonNo PAS "Dr. Jonas Pires Corrêa", no bairro Pozzobon, às 6 horas havia mais de 40 pessoas na fila. Revoltada, uma mulher diz ter acabado de ligar para a reportagem de uma tv da cidade para denunciar o descaso. A mulher é Neide Miranda dos Santos, 49. Ela diz que chegou à meia-noite e dormiu no posto para conseguir uma vaga. Havia 8 vagas para um dos médicos clínico geral que atenderiam naquele dia. A última pessoa que conseguiu a última vaga chegou às 3h30. "Muitas pessoas chegaram aqui depois disto e foram embora, pois as vagas já haviam terminado", diz Neide. De acordo com os moradores a venda de vagas naquele local também acontece, mas no últimos meses com pouca frequência. Muitos assumem ter comprado vagas. "Se tivéssemos dinheiro compraríamos sempre. Não achamos correto, mas também não gostamos de dormir nas filas, colocando nossa vida em rico muita vezes", dizem. Outro problema é a falta de vagas por conta da ausência de alguns médicos, ou por que estão de férias ou porque não atenderão no dia. Naquele dia, dos três ginecologistas disponíveis um estava de férias e outro não atenderia no dia, restando apenas 7 vagas disponíveis.Agentes de saúdeO morador Carlos Alberto da Silva, 42 aproveita para denunciar o trabalho dos agentes de saúde no bairro. "Os agentes de saúde, que deveriam nos visitar, saber da situação. Sempre que venho aqui vejo os agentes no posto e não nas ruas como deveriam", diz. De acordo com informações da Secretaria de Saúde, o município tem hoje 58 agentes atuando nos seis Programas de Saúde da Família (PSFs) instalados nas unidades dos bairros Pró-Povo, Palmeiras (duas equipes), Parque das Nações, Paineiras e Parque Guarani, além do Programa de Agente Comunitário (PACs) no Mini Hospital do Pozzobon. Por meio de ações individuais ou coletivas, o agente comunitário de saúde realiza atividade de prevenção de doenças e promoção da saúde sob supervisão da Secretaria Municipal de Saúde. Entre suas atribuições está orientar a comunidade para utilização adequada dos serviços de saúde, cadastrar e acompanhar todas as famílias da sua área de abrangência, com visitas domiciliares para orientar e promover ações e atividades básicas de saúde com gestantes, no acompanhamento do desenvolvimento da criança, no controle e prevenção de doenças como Diabetes, Hipertensão, entre outros. O programa é desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com os municípios. A reportagem passou ainda pela Unidade de Saúde da Família "Dr. Ruy Pedroso", no bairro Palmeira I. Lá, o posto já estava aberto e na pequena fila que estava formada as pessoas disseram ser bem atendidas. Apenas uma mulher, Joana Lopes, 41, estava decepcionada. Por falta de vaga, ela estava voltando para a casa com o sobrinho, que teve febre a noite toda. Sem saber o que fazer ela disse que voltaria para a casa torcendo para a febre passar.
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