sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

SAUDADE DESTE TEMPO

                Sérgio Gibim Ortega

Saudade deste tempo,
Minha mente está
Estacionada em
Cada momento,
Pois quando partir
Voltarei para esse tempo.
Pois retornarei
Para esse momento.
No túnel do tempo
A vida é um sonho
Para cada um,
Para cada momento.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

COINCIDÊNCIAS

          Sérgio Gibim Ortega

Meu filho nasceu morto
Numa sexta-feira 13
Minha filha nasceu
No da mentira dia 1
Meu pai faleceu
No dia 13 de fevereiro.
Tantas datas parecidas.
Tantos desencontros
Saiba Deus porque.

AS SUAS COMPRAS

               Sérgio Gibim Ortega

Queria ver te nos lugares
Aonde via, de chapéu branco,
Fazendo tuas compras
Com fartura pra mamãe, a Tata,
Até o aniversário você não esquecia.
Convidava todos pra cantar
Parabéns Pra Tata que agora
Fica te procurando pelo quintal...
Te procurando nos teus passarinhos
Que não existe mais. Que pena!
Que saudade de toda família
Reunida e você lá no supermercado
Fazendo amigos, na correria
Com teu chapéu branco,
O fazendeiro vendo as moças
Bonitas, todas gostavam de ti.
Há sempre, uma reflexão pai.







O TEMPO

           Sérgio Gibim Ortega

pra você pode
Passar mil anos
Que será apenas
Um dia esperando
Pra acordar.
Pra você não terás
Morrido, apenas
Dormes na paz.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

PRESENTE

            Sérgio Gibim Ortega

Pai! Você ainda
Vive muito no meu
presente, na minha
mente, o meu melhor
Momento está
Em toda minha vida
Vou ter na mente
Sempre... Sempre...


segunda-feira, 26 de julho de 2021

AS ENFERMEIRAS

           Sérgio Gibim Ortega

Existem pessoas na vida
Que é mais forte que
Qualquer coisa,
Que é mais humano,
Que mais que uma mãe.
Pessoas tão importantes
Que te ajudam a você viver.
Hoje é o dia das infermeiras,
Se não é, então todo dia é.

terça-feira, 8 de junho de 2021

SEU BEIJO

                     Sérgio Gibim Ortega

O seu beijo mais gostoso
Tem sabor de mel,
Seu amor mais carinhoso
Se envolve como um vel.
É o amor mais amoroso
Num instante leva ao céu.
Me beija tão fervoroso!
Me deixa ivunerável!
Me faz esse amor afetuoso!
Me faz esse amor fiel!
Esse amor mais precioso.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

A MORTE

                      Sérgio Gibim Ortega

Não tenhas medo
Da morte,
Porque a morte
Há de vir;
Assim disseram
Os poetas.
Meu pai partiu,
E, com ele aprendi
A perder o medo.
Meu pai me ensinou
A viver...
Meu pai ensinou
A morrer...


terça-feira, 1 de junho de 2021

Churrasco

               Sérgio Gibim Ortega

Saudade dos churrascos
que fazíamos.
Da família unida,
alegria sem ter fim,
momentos esses
só com meu pai.
Tempo não volta mais,
queríamos mais...
Mas o tempo encerrou...
Acabou... não tem mais...
nunca mais...
Dizer que foi o melhor,
e que foi assim
que o destino teve seu fim,
e que agora resta saudade...
Saudade da fumaça,
da turma reunida
Mas junto de meu pai.
O velho que animava
o nosso churrasquinho...
O melhor churrasquinho.


domingo, 30 de maio de 2021

RELÓGIO

                    Sérgio Gibim Ortega

Pai só me resta está saudade,
Me embarco nesta recordação,
Todas vezes que eu pegar na mão
Seu relógio, me entristece o coração.
Assim me encho de emoção.
Toda vez que olhava o seu relógio
Ficou aqui na minha imaginação,
Que você gostava de ser muito bem
Arrumadinho, me encho de emoção
Tristemente e choro muito me pai
Querido, meu velho caipira, pois serão
Dias difíceis ao passar por esta vida.








terça-feira, 4 de maio de 2021

SONHOS

                Sérgio Gibim Ortega

Quando partir não saberei
Se estive aqui, nem que parti,
Apenas dormirei eternamente.
Pois aqui ninguém é maior
Que ninguém nesta Terra.
Só apenas emprestado a ti
E é para cumprir teu dever
E honra a natureza celestial
A toda essa força ao universo
Serás apenas sonhos repetindo.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

A EXTERMINAÇÃO

                            Sérgio Gibim Ortega

Doutores desqualificados, prestaram falsos juramentos, levaram meu pai a morte por intubação, por qualquer motivo de uma doença inexistente.

Sem medicar ou cuidar direito, deixou o velho no corredor da morte com sede e fome, parecendo carrascos de cara feia quando visitava o meu pai.

Aproveitando a pandemia influênciada pelo mundo inteiro a levar pessoas para o fim de sua existência a terminar o seu último suspiro.

Dos dias de Erodes, época de Jesus, do nazismo aos dias atuais, não ficou muito atrás a exterminação de vidas por contingência, a câmara de gás.

Meu pobre velhinho correu por uma dor, sorriu para nós dando seu último adeus ao deitar em um leito uma máquina vinda do outro lado do mundo, o país que domina a terra.

Donde já milhares seguem nos corredores da morte, por um um sintoma qualquer, leva o diagnóstico de um nome de cinco letras, o nome criado da doença do pânico, como se fosse um carimbo pronto pra qualquer tempo ser deitado à máquina exterminadora e vir a óbito.

Assim meu pai se foi, deitado por dias a respirar forçadamente, doutores prometendo dias melhoras disfarçadamente até ele parar de respirar. Malditos diziam em seus últimos momentos que ele já estaria curado.

Quantos inocentes indo à morte, por uma conspiração pandemia, economia mundial, política, os faz despedir desta vida, donde o mundo é grande e Deus deu lugar para todos.

Não há escape, mais idosos a perecer nesta vida, parece até o toque de recolher por uma flauta chamando os ratos para a morte, o medo, o pânico, não fica ninguém.

Pai, sigo minha vida morrendo de medo de também ser exterminado, pois tu que não era da doença pandemica se foi mesmo assim deixando a mãezinha velhinha e triste sem vontade de viver com medo de ser próxima vítima desta conspiração global.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

PAREDE AMARELA

                    Sérgio Gibim Ortega

Na parede pintei de amarelo
Na cor que meu pai amava,
Tudo pra ficar muito belo
Pendurei o violão que gostava
O violão também amarelo.
Coloquei também o chapéu
Ao lado, era o que faltava.
Pois meu pai assim gostava
De ser caipira de usar chapéu,
Que tristeza... Que tristeza...
Meu pai agora está no céu.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

ROSÁRIO

           Sérgio Gibim Ortega

Um rosário nas mãos
de meu pai eu coloquei.
Levou consigo a fé,
a tradição e religião.
Meu pai... meu pai...
O rosário que coloquei
Já senti as mãos geladas,
pálida e dura entre
os dedos, sem vida,
nas mãos calejadas
o meu querido pai
a morte confirmada.
Levando o meu pai,
sem mais nada a fazer.
Destino cruel, o adeus.


domingo, 25 de abril de 2021

CHUVAS AO AMANHECER

                   
                    Sérgio Gibim Ortega
 
Meu pai se foi,
a família é sofrida,
e eu,
trabalhando mesmo adoentado
com sua partida.
pra amparar minha mãe,
a minha mãezinha
que ficou sozinha
nesse mundo.
Em meio a um tiroteio
As chuvas virão.

INDIGNAÇÃO COM A MAGALU ONLINE

                 Sérgio Gibim Ortéga  Comprar no Magalu sempre foi algo que indiquei a amigos e familiares. Durante muito tempo considerei a...