VOTUPORANGA-SP / MARÇO DE 2025
sábado, 27 de abril de 2024
sexta-feira, 5 de abril de 2024
VIVER OU MORRER
Sérgio Gibim Ortéga
Onde vou...?
Onde estou...?
Parece que o
mundo não tem
lugar pra mim.
Só queria viver!
Mas parece que
a doença já quase
me levou...
Quando me valorizei
ninguém deu a mínima.
Todo mundo tem pecado,
mass tem hora que eu penso,
as vezes não era
pra sobreviver.
O mundo é grande,
Mas porque os tem
tanto ódio de mim?
Até do meu próprio sangue.
Por eu apenas respirar
e querer viver,
por já ter
um corpo cansado...?
Pela ganância...?
Daí eu penso
é por isso que muitos
tiram sua própria vida.
À vezes viver, respirar,
sempre atrapalha alguém....
A vida de alguém...
Agora já sei...
qer um mendigo
ou viver na rua
não atrapalha muito
e da vontade sair por aí.
Mas ainda sim, tem
ódio por apenas respirar...
Sempre vão ter alguém com
ódio de você.
Você não atrapalha
só quando morre.
Tudo isso se chama egoísmo.
Você briga por nada,
Por centavos que ainda
querem tirar de você.
E se é por mim, um poeta
para muitos, debochado por outros;
Digo que ninguém vai me calar.
E pra não metrificar uma poesia
então vou dizer o maior valor,
outros assuntos,
dou-me muito ontem, ao doar
um dos filhotes do meu Petizinho,
Foi como a gente nasce,
não sabe para onde vai,
tão quietinho no meu colo,
saiu do seu cantinho,
pois ontem chorei muito,
ele parecia gostar mais de mim
que muito ser humano,
raça ruim e sem noção
do amor com o próximo.
Viver neste mundo tão grande
atrapalha alguém respirar.
Tem horas que se fosse um
bandido talvez seria mais valorizado.
quinta-feira, 4 de abril de 2024
SUPERAÇÃO
Sérgio Gibim Ortéga
Hoje eu estou tentando andar de motocicleta, o muito que já andei na minha vida e ela foi meu ganha pão nas Casas Bahia, mas depois de muito tempo sem andar, e velho, estou barberando, não me sinto mais jovem. Mas preciso usar, a gasolina não dá mais de carro. (risos)
Lembrei então de quando era jovem e tinha coragem, construí a casinha nos fundos dos meus pais. E levei numa bicicleta 20 latas de 20 litros quadradas, cortei com uma faca velha e fiz minha calha no beiral da casa, é claro, que tive que andar empurrando a bicicleta da fábrica até a minha residência. Ganhei as latas vazias da fábrica e sem montar na bicicleta levei aquele monte de latas amarrado em um arame, um trabalhão danado, penduradas na bicicleta velha que eu tinha. Enquanto uma granfina depois de eu morar 12 anos chegou e se instalou na minha casinha porque era terreno de meu pai. De mãos beijadas.
Depois que meu pai se foi, faleceu as fulanas alugaram ainda com minha mãe viva. E eu, Deus sempre me deu coragem pra seguir avante, ter o meu ganha pão graças a Deus. O pior não foi o dinheiro que perdi, já conformado, só não a saudade de pisar naquela residência e não ver mais a minha casinha que tanto amei me deu a certeza que um dia Deus vai dar o merecido a elas.
A vida é valiosa pra quem luta e tanto batalha. Mas pra quem vas custas dos outros é muito fácil. Então não tenho mais essa tal superação.
Agora abri o celular de uma mensagem escrita superação. Não sei se tenho mais superação (triste) É claro que mesmo corpo cansado tive certa superação de sobreviver no Covid 19 entubado já que para mim o que mata é a entubação. Já não acredito mais em superação. A
única coisa é que eu também era dono da herança e tinha direito opinar sobre minha parte juntamente com meus irmãos.
Não era dinheiro que eu queria, mas se ainda minha mãe está viva era meu direito, e o valor era o ouro do sol e a prata da lua. O amor que eu tinha pelo lugar não tem preço. Enfim, quando minha mãe vier a falecer entenderei que daí é certo. Nem o juiz eu sei que não ia autorizar a vender tudo e nem doar porque alí todos tinham direito. Mas enfim, coloquei nas mãos de Deus. Eu não quis ver tirar todos móveis porque iria chorar muito. Enfim só saudades daquele lugar onde sonho sempre com pessoas estranhas lá, mas que está dentro do meu coração.
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