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terça-feira, 9 de abril de 2013

Visita regular ao dentista previne câncer bucal



O diagnóstico rápido permite o tratamento precoce da doença, aumentando assim as possibilidades de cura, além de manter a boca saudável

Uma visita regular ao dentista é hoje uma das principais formas de diagnóstico precoce de câncer de boca, que aparece em 7º tipo mais freqüente da doença no Brasil. Em 2012, o Instituto Nacional de Câncer – Inca – estimou o aparecimento de 14.170 novos casos, sendo 9.990 em homens e 4.180 em mulheres.

Na data em que se comemora o Dia Mundial do Combate ao Câncer, 8 de abril, o cirurgião dentista, mestre em implantologia e especialista em odontologia estética, Heitor Cosenza, alerta para os riscos deste tipo de câncer, que pode ser fatal. Na maioria dos casos, os sintomas não são reconhecidos pelos pacientes. “O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento”, garante Cosenza. Quando diagnosticado rapidamente as chances de cura chegam a 60%, segundo o Inca.

O especialista recomenda evitar exposição excessiva ao sol sem protetor solar e não fumar. “O que muitos fumantes não sabem é que o cigarro provoca diversos danos também à saúde bucal. Traduzindo em porcentagem, 90% dos pacientes com câncer de boca são fumantes”, afirma.

A estatística não é nada animadora e é desconhecida entre a maioria dos brasileiros, que pouco se previnem. “Para identificar um câncer bucal é necessária muita atenção. No início aparecem lesões que não saram nunca. Quanto se encontra em um estagio mais avançado, se transformam em ulceras. Pessoas com mais de 40 anos de idade, dentes fraturados, fumantes e portadores de próteses mal-ajustadas devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano”, aconselha.

Quando acontece, o câncer bucal geralmente atinge a língua e os lábios. Se não for detectado de maneira precoce, o câncer bucal pode exigir tratamentos que vão de cirurgia à radioterapia ou quimioterapia, que deve ser tratado pelo médico oncologista. É o que explica Heitor Cosenza. “Uma das razões pelas quais este prognóstico é tão negativo é o fato de que os primeiros sintomas não são reconhecidos logo”.

O Cirurgião adverte ainda que caso a pessoa tenha câncer em outra região do corpo e precise fazer terapia, ela deve cuidar de todos os problemas bucais antes de começar o tratamento. “Pessoas com a boca saudável não terão problemas bucais durante um tratamento quimioterápico ou radioterápico”, finaliza.

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