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domingo, 2 de outubro de 2011

CLIENTE HUMILHADO POR DOIS VASILHAMES DE CERVEJA

Votuporanga, 2 de Outubro de 2011

Sérgio Gibim Ortega

Deixar de falar do mau atendimento, é quase que impossível, uma vez que este poeta não quer mais citar nomes, mas continuemos a expor os problemas acontecidos que leva ao conhecimento das pessoas que nos seguem, e quase por se dizer, que o blog também é um diário da gente.  É importante um diário quando mostra a realidade da vida em que vivemos. E hoje não se confia em mais ninguém. Mas sempre temos a certeza ou esperança que alguém vai nos tratar bem.
Se tenho sorte, sou pobre ou rico. Devo compartilhar com as pessoas o que sinto. Ou talvez, mesmo quando não temos sorte, compartilhamos também. Pois o escrito fica no tempo e os filhos, netos e bisnetos, a geração futura saberá do egoísmo que vivenciamos no passado. Pessoas corretas e verdadeiros amigos saberão do ocorrido para que, possam viver o amanhã com a certeza de um dia melhor. 
À noite inteira sem dormir, resolvi tomar um banho e tentar ficar sem dormir, para aproveitar a manhã de domingo.
Fui à um Mercadinho onde sou acostumado comprar. Neste Mercado, onde mantenho um livro meu à venda. Certo tempo para cá, notei o stress dos donos e funcionários na correria do tempo. O egoísmo de querer abraçar o mundo.
Depois que surgiu a Lei para os grandes Supermercados desta cidade fechar às portas aos domingos. Lei essa do sindicato pra proteger aos funcionários no seu devido descanso. Onde também, veio a dar oportunidade aos pequenos mercados da cidade de vender um pouquinho mais... E como mais... Os mercadinhos aos domingos vivem lotados.
Nesse mercado, eu já vi clientes bravos, porque não encontram a mercadoria acostumada a se encontrar nos grandes mercados... Eu já vi clientes bravos, por voltar o troco em balas, quando o correto é ter moedas.
Voltando ao assunto, sou cliente e o dono tem me ofertado até por meu livro lá à venda... Mas pode ter certeza, o que aconteceu comigo hoje neste domingo, me estragou o dia... Acabou comigo. Pode ser até, que por ser sensível e poeta, me sinto talvez fraquejado pelos outros. Ou, o que fiz de errado nas outras vidas? Pergunto eu; Entender as pessoas de hoje é uma situação muito delicada... Me chateio atoa por qualquer motivo. Ou talvez algum leitor sempre pergunta para si: "Porque este poeta implica tanto com o comércio, empresas, etc". Bom! É o que estou tentando dizer, ser humilhado, é ser um cliente mal atendido.
Mas o que me acontecera neste domingo que me chateou tanto... Dois vasilhames de cerveja. Não sou acostumado com o afiado. E procuro então evitar humilhação, ou porque graças à Deus, sempre tive o dinheiro em mãos pra comprar a maioria das coisas, exceto quando à prestação. Mas aí então, só vou quando tenho condições e nome livre pra comprar, onde tenho a certeza que não vou tomar um não na cara.
Desta vez, levei um vasilhame de uma cerveja, o qual não tinha da marca deste tal vasilhame. À outra cerveja que tinha era outro tipo de vasilhame. Um senhor, já mais meia idade e particularmente da família do dono do mercado, disse-me: "Só tenho essa cerveja. "As outras estão em falta. "Parece que vai subir o preço. "Leva estas e marca um vale dos vasilhames". Muito inocente, e acreditando que o vale fosse simples até a devolução do mesmo, resolvi levar. No caixa eu passei a maior vergonha. A dona do mercado mandou marcar três reais dos vasilhames numa promissória pequena, onde é que se a gente não devolve, fica pago. Tá certo! Fez se uma fila esperando ela e a funcionária do caixa, um fuzuê por causa de três reais. Eu fiquei morrendo de vergonha e disse que não queria nem levar a cerveja. Nesta certa altura, a gente se embaraça mais, perdendo a confiança de cliente para o comerciante. E aquela amizade que já havia tanto, fica muito para trás. Você não consegue mais enxergar nem a realidade, onde muitos dizem no velho ditado: "Negócio é negócio, amizade à parte". Compreendo perfeitamente. Mas qualquer um que se põe na tal situação, pode ter certeza, que estragaria o dia. Levando-se em consideração até pelo livro em que deixo lá em consignado... Pela confiança que sentia, quando era até bem recebido. Mas deixar de atender bem a um cliente, que é conhecido e nunca deu prejuízo ao local. Um cliente que nunca pediu afiado, e se vê na desconfiança do comércio... Gente! Acredite! Eu fui vendedor de alguma coisa na vida. Pois nunca deixei de faltar para meus clientes... Pois uma mercadoria estragada, eu dava outra no lugar, sabendo que os melhores clientes eu não poderia perder de forma alguma. E quando vendia afiado, uns eu perdi. Mas hoje, considero o pouquinho que perdi. Porque, qualquer comerciante está sujeito a perder alguma coisa. Para se não dizer em que muitos perdem é a vida num assalto, e até mesmo já filmado por câmeras, e visto nos grandes telejornais da televisão.  
Portanto meus amigos e queridos leitores, não considere uma ofensa por eu relatar a mais pura verdade. Porque eu fiquei foi muito ofendido. E não medirei esforços pra sempre poder relatar a minha realidade. Porque, o que eu gostaria de ver hoje, era um pouco mais de união entre as pessoas... Só um pouquinho mais de confiança entre as pessoas. Mas, sabendo que hoje é a realidade, não perder um cliente por mixaria alguma.
Eu tinha o dinheiro pra comprar os vasilhames, mas naquelas alturas eu senti muita ofensa, ficou parecendo que não devolveria os vasilhames. Logo após o ocorrido, fui até em casa e retornei com os vasilhames, onde ressarci imediatamente os três reais. Sabendo que nas outras oportunidades que tive sobre vasilhames, nos grandes mercados, eles até confiam na gente. Fazem um valinho e simplesmente não cobram, após a devolução do mesmo, é rasgado o vale... Mas isso quando conhecem a gente também... Pois fazem o correto.
Não percam um cliente levando ao pé da letra!

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