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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Saúde alerta população sobre prevenção contra a Leishmaniose

Cidades da região apresentam casos da doença; levantamento para ajudar na prevenção já possui 17 mil animais cadastrados
A Secretaria Municipal de Saúde juntamente com o Setor de Endemias e Zoonozes faz um alerta à população votuporanguense sobre a Leishmaniose Visceral. Atualmente, o Brasil enfrenta o desafio de conter o avanço dessa doença, que é de grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade.

Causada por um protozoário, a transmissão é feita, principalmente através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “palha”. O cão tem importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano, visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente, situação que chamamos de reservatório da doença. Ao picar humanos, ele transmite a zoonose, que pode ser fatal. Febre, inchaço do fígado e do baço e palidez são sintomas da doença, tratada apenas com medicamentos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Leishmaniose registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos ocorrem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e quase 200 morrem anualmente.

Em Votuporanga, nunca houve casos da doença, mas é importante que as pessoas se previnam. Na região, algumas cidades como Araçatuba e Birigui, apresentam focos de Leishmaniose. De acordo com Setor de Endemias e Zoonozes, a cidade possui hoje 20 mil cachorros, e é de grande importância que todos sejam cadastrados caso haja algum foco da doença. O objetivo do levantamento é identificar a quantidade de animais, onde eles se localizam e fazer um diagnóstico ambiental da cidade para desenvolver trabalhos de prevenção da doença Leishmaniose. Esse levantamento começou em agosto de 2009, aproximadamente 17 mil animais foram cadastrados até agora.

Três ações são principais para que o mosquito não se reproduza e não transmita a doença para os cães e seres humanos. A primeira é limpeza dos quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, que é onde o mosquito coloca os ovos e as larvas se alimentam. Não manter galinheiros e chiqueiros no fundo de casa e, o ponto mais importante da prevenção: que o cão utilize uma coleira de deltametrina a quatro por cento de concentração. Essa coleira mata e repele o mosquito transmissor.

Segundo o veterinário responsável pelo Centro de Zoonoses Municipal, Élcio Sanchez Estevez Junior, diferentemente do ser humano, se um cão for infectado pela leishmaniose visceral ele deve ser sacrificado. Se o seu cão apresentar apatia, emagrecimento, lesões na pele (feridas) que não cicatrizam, procure a orientação de um Médico Veterinário. A prevenção é a principal arma que temos para combater o avanço da leishmaniose visceral.

O Ministério da Saúde recomenda a eutanásia dos animais infectados para a preservação da saúde humana, pois o mosquito que picou esse animal também pode infectar as pessoas que convivem com ele. O tratamento em humanos é feito com poucos medicamentos que vão auxiliar na cura clínica. O paciente não vai apresentar sintomas, mas o parasita vai continuar no corpo.

Mais informações no SECEZ pelo telefone 3405-9787 – ramal 9316 ou no Centro de Zoonoses Municipal pelo telefone 3422-6273.
PREFEITURA DE VOTUPORANGA

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