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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Horário de som ambulante será alterado
Andressa Aoki
andressa@acidadevotuporanga.com.br

O horário permitido para o serviço de som ambulante será mudado. Na tarde de ontem, os profissionais do ramo, lojistas e vereadores se reuniram na Câmara Municipal para discutir o projeto de lei que regulamenta a atividade. Ao contrário do documento de autoria do prefeito Nasser Marão Filho, que estipula que o serviço seja realizado de segunda a sexta-feira das 10 às 17 horas e aos sábados, das 10 às 14 horas, com exceção dos feriados, os profissionais querem mais horas para o trabalho. Eles sugeriram aos vereadores que o horário seja das 9 às 18 horas durante a semana, e das 9 às 16 horas, aos sábados. Para o dono do supermercado Porecatu, José Francisco dos Santos, o projeto de lei está comprometendo a atividade. "Daqui a pouco, não haverá jeito de trabalhar. Não vejo problema nenhum, nunca recebi reclamações de som alto. A lei está dando muito pano para manga. Quanto mais diminui o horário, mais ficamos perdidos. Temos três carros de som e não sei o que fazer", disse. Por sua vez, o secretário de Finanças, Oscar Guarizo, explicou a diminuição na carga horária. "Há muitas reclamações de pessoas principalmente com relação ao sábado à tarde. Mas também há críticas dos proprietários de som ambulante contra os irregulares, que são pessoas de fora", afirmou. Cláudio Craveiro, há 28 anos na profissão, denunciou algumas pessoas que não são regularizadas na Prefeitura. "Um caminhão de São José do Rio Preto e outro de Fernandópolis burlam as regras. Eles não recolhem impostos. Estou sendo prejudicado por um vendedor de churros", destacou. Guarizo se comprometeu a fiscalizar os visitantes. "Vamos defender os profissionais cadastrados e a população também. Vamos acabar com isso, inclusive a lei prevê apreensão do veículo dos motoristas irregulares", disse. Representando a ACV (Associação Comercial de Votuporanga), Paulo Rapassi, enfatizou que o somé altamente prejudicial à saúde pública. O idoso perde a capacidade auditiva, mas a sensibilidade aumenta. Eles passam no comércio tapando os ouvidos. Ninguém respeita os critérios pré-estabelecidos e é por isso que a lei não funcionou. Ninguém respeita a lei do silêncio", afirmou. A polêmica também foi com relação ao som nas lojas, que não poderiam se externar do estabelecimento. "O som beneficia muito a minha loja. Se parar com o chamamento nas ruas, vou vender menos e terei que diminuir meu quadro de funcionários", enfatizou o gerente da Jô Calçados, Izael Tiago Ribeiro da Silva. Elismar Biano, que trabalha como locutor de loja, ressaltou que o som é alto. "A Prefeitura deveria estar preocupada com relação ao Carnavotu e Bloco Oba! que são oferecidos para a burguesia e que tem som exagerado. Teria que proibir também Expô/Fisav", opinou, com relação a intensidade de som, que deverá ser 65 decibéis. Para estes profissionais, a Prefeitura irá apresentar o medidor de decibéis para o volume que será autorizado nos estabelecimentos comerciais.
FONTE-JORNAL À CIDADE DE VOTUPORANGA

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