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domingo, 15 de novembro de 2009

Os homens na mira da prevenção do câncer de próstata

Normalmente a próstata não perdoa os homens de meia-idade. Os tumores benignos ou malignos acompanham os homens depois dos 50 anos com uma extraordinária frequência. Segundo os especialistas, metade dos homens com mais de 60 anos têm evidências clínicas de hiperplasia prostática benigna, ou seja, um aumento no volume do órgão que incomoda demais e frequentemente exige uma intervenção cirúrgica. Aos 80 anos, este índice sobe para 80%. Só nos Estados Unidos, 400 mil homens são operados de próstata todos os anos. Mas afinal o que é a próstata? É uma glândula do tamanho de uma noz que produz um líquido que participa da composição do esperma como veículo condutor dos espermatozóides. E é justamente no momento em que a próstata começa a perder sua função reprodutiva, que ela aumenta de volume. O problema é que esta modificação de tamanho pode afetar diretamente o aparelhio urinário, obstruindo a uretra e tornando a micção um ato difícil, doloroso e incompleto. Os especialistas explicam ainda que o aumento de volume da próstata é uma ocorrência natural no corpo do homem. Se esta modificação não causar problemas para o aparelho urinário masculino, não existe a necessidade de intervenção cirúrgica. Mas essa é apenas uma parte da história porque a grande ameaça mesmo é o câncer de próstata. Os especialistas afirmam que não existe nenhuma relação entre o crescimento benigno e câncer de próstata. Alguns pacientes, mesmo sem apresentar nenhum sintoma, acabam sendo operados e existe uma idéia errônea de que, tendo sido operados, não correm o risco de desenvolver o câncer. Acontece que o risco é o mesmo. Assim como a mulher necessita realizar exames preventivos de câncer e outras doenças ginecológicas a cada seis meses, os homens devem seguir a mesma regra. E esta prática deve começar logo aos 45 anos. O homem deve consultar um urologista e é através do toque retal que o médico avalia o crescimento da próstata, além de verificar se tem algum nódulo, contornos definidos e se com o toque o paciente sente dor. Além do toque retal, hoje os médicos contam com um grande aliado, o PSA, um exame de sangue que avalia a dosagem de antígeno prostático específico. A falta de informação e limitações culturais muitas vezes impedem o homem se submeter ao exame preventivo, que acaba procurando o médico muitas vezes tarde demais. O câncer de próstata desenvolve-se depressa e alastra-se por todo o organismo provocando a morte. A estimativa é que ocorrem cerca de 170 mil novos casos por ano. Este índice é altamente alarmante e não precisaria chegar a índices tão altos. Bastaria uma mudança de mentalidade e esforços concentrados dos responsáveis pela Saúde no Brasil fazendo uma campanha de esclarecimento em massa, assim como as campanhas de prevenção do câncer ginecológico.
JORNAL À CIADADE DE VOTUPORANGA

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