terça-feira, 19 de julho de 2022

O CRIADOR


          Sérgio Gibim Ortéga

Eu penso que morrer
É voltar a estaca zero,
É zerar o gravador.
É voltar no tempo
Do jeito de antes
Aonde não sentires nada,
E volta a ser um nada.
A não ser os sonhos,
Como um flash
Que vai vem.
Para não ter medo
De dormir e não acordar.
Quando zerar a memória
Vamos ser outras vidas
Sem se recordar
Que aqui estivemos.
Cada um, cada momento.
O papel deste planeta
Ser incrível Terra,
Matéria reciclável
Que faz milagres,
O Deus Criador
Da Terra, do Céu
Do fogo e da água.

GOVERNO

              Sérgio Gibim Ortéga

Um governo
Que não faz nada
Só crítica os pobres.
Outro governo
Que ajudou
Aos pobres, muitos
Que tiveram a sorte 
De ser benefíciado,
E, isso reconhecem
A situação em questão
O estado em que
Se encontram, pois.
Esquerda e direita
Brigam sem motivos
Perdendo amizades.
A disputa do governo
Que vai ou racha.
Discórdia e ganância.
Quem o reinará...?
E quem que fará...?
Quem passa fome
E não reconhece
Aquele que governa
Para só os ricos,
Que despreza pobres.
A ignorância sempre
Vence em aquele
Que à procura.
Até mesmo quem 
Mesmo passa fome
E não sabe que quer,
Ainda vive de chacota
Mesmo indo a falência,
Prefere a ignorância.
Na verdade o destino
Está às mãos de Deus.

TEREZA

                 Sérgio Gibim Ortega


     Trabalhando como montador de móveis, conhecia tristes histórias.
      Um dia ao estar numa das cidades na profissão, numa residência para montar um guarda-roupa, quando uma moça ao abrir a porta, ao ver este montador que chegara para montar seu móvel, de repente esta mulher se pois a chorar.
      Ao saber o motivo.  Disse ela:
      - “Moço!” - Estou chorando porque não vou mais montar este móvel. Ia me casar. Tive uma briga com meu noivo. E nos separamos. Ganhei este guarda-roupa do meu noivo e o pior de tudo, ele agora se encontra numa cirurgia. Esta entre a vida e a morte.
      Ela chorava com medo da separação. E pior de tudo, chorava com medo da sua morte, por estar adoentado e ainda se encontrava numa cirurgia.
      Naquele dia não cheguei de montar seu guarda roupa.
      Ela disse ainda:
      - “Seu moço!”- Ore para ele e pra que ele sobreviva!
      Dias depois, fiquei sabendo que o seu noivo havia falecido. Nunca mais a vi. E o guarda-roupa não foi montado.
      
      Um dia estive em outra cidade. Peguei outra pessoa aos prantos. Uma moça jovem que também chorava muito. Ela estava com um bebê novinho nos braços, e disse:
      - “Seu moço!” - O meu marido acaba de ser morto lá na outra cidade em que estivemos. Saiu para ir a padaria comprar cigarros. Foi assaltado e levou uma punhalada de leve, mas não resistiu e faleceu. O ladrão fugiu. Meu marido acaba de ser enterrado. E fiquei com essa criancinha, este fruto do nosso amor. Montei o guarda-roupa, enquanto aquela jovem chorava desesperadamente o tempo todo.
      Durante os dois casos, pouco pude fazer para dar o meu apoio ou palavras de conforto. Apesar de poeta, minhas palavras não saiam. Sentia a dor de ver aquelas pessoas sofrerem.
      Foram tantas histórias tristes pelos caminhos encontrados, do tempo em que fui montador de moveis. Mas uma história me marcou tanto a de Tereza.
      Tereza, uma cabelereira, mulher lutadora e guerreira na vida.
      Ao instalar uma cozinha na parede, ela sempre chamava o seu filho único que tinha para sua opinião. O jovem e aquele seu filho único era toda alegria que Tereza tinha. O filho estava noivo, rapaz muito educado, ia se casar.
      Após instalar a cozinha na parede. Disse Tereza:
      -“Gostei muito do seu trabalho!”- Se quiser cortar o seu cabelo, não cobrarei nada por isso. Sente-se ali na cadeira e cortarei pra você de presente, pelo trabalho que me prestou.       Precisando mesmo de cortar, decidi aceitar a gentileza de Tereza. Sentei -me naquela cadeira, onde Tereza, uma ótima cabelereira cortou o meu cabelo do jeito que eu gostava. Ela era tão caprichosa e tinha grande freguesia no bairro.
Conversa vai... Conversa vem... Tereza contou me sua história de vida:
      -“Sou uma mulher sofrida e batalhadora” - Tive um marido que era matador de aluguel. Ele matava pessoas na minha frente. Tinha uma naturareza muito ruim. Sofri muito nas mãos daquele homem. Só não largava dele por medo que ele me matasse também. Esse único filho que tenho. É dele, que é tudo de bom que me restou na vida. Nós nos separamos na hora certa, quando tive uma chance de não morrer nas mãos dele. Ele era um carrasco. Tudo que ele tinha de ruim, esse meu filho tem de bom. Este ex-marido era também cabelereiro. Pois ele cortava cabelo com o revolver na cintura.
      Tereza era bonita, alegre e tristonha. E homem nenhum  bulia com ela. Uma cantada, a navalha já estava no pescoço. Cabelereira séria e não tinha como duvidar dessa triste história que ela contava ter vivido. E quando a gente não queria acreditar, notava a sua seriedade, o seu jeito de mulher séria, e suas conquistas. Não tinha como negar o que ela passou.
      E assim fiquei conhecendo melhor Tereza. Quando precisava cortar meu cabelo, recorria ao seu salão e pagava pra ela. Ela chegou de conhecer minha esposa, e cortou o cabelo do meu filho também.
       Um dia estive no salão e Tereza disse:
      -“Quase perdi meu filho” - Uma doença terrível e má, inexplicável. Ele emagreceu tanto. Foi por Deus que consegui salvar meu filho.
       Foi últimas palavras que tive de Tereza.
       Um tempo passou, meu cabelo cresceu e demorei de voltar ao salão. Demorei pra voltar ao salão de Tereza por uns dois meses aproximadamente.
      O tempo passa depressa, foi quando um dia pensei de ir lá. Juntamente com minha esposa, resolvi passar no seu salão em sua residência.
Ao chegar, notei o salão de Tereza vazio, e nada de flores, ou qualquer objeto na frente da casa, nada na frente que indicava que ela ainda morasse ali. Notei que Tereza não morava mesmo mais ali. E já veio em minha mente o pior de tudo, o que eu não queria acreditar.
      Não podia eu acreditar naquela mulher guerreira, forte e feliz cheio de esperança de ainda vencer. Como ter ido embora tão de repente, com tantos fregueses que ela tinha. Então, perguntei a um dos vizinhos, que disse:
      - “Você não ficou sabendo?”. O Filho dela morreu e ela foi-se embora daqui.
      Foi muito triste de saber que o único filho que Tereza tinha daquela triste história em que ela sempre me contara. E tudo se acabou para ela. O jovem que estava noivo e que ia se casar, acabou falecendo por uma triste doença inexplicável, e que não me recordo no momento. Veio-me em minha mente, que nessa vida não somos nada mesmo.
      Tantas histórias vividas como um montador de móveis e que algumas me emocionaram, mas nenhuma marcou como a história de Tereza.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

SAUDADE DESTE TEMPO

                Sérgio Gibim Ortega

Saudade deste tempo,
Minha mente está
Estacionada em
Cada momento,
Pois quando partir
Voltarei para esse tempo.
Pois retornarei
Para esse momento.
No túnel do tempo
A vida é um sonho
Para cada um,
Para cada momento.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

COINCIDÊNCIAS

          Sérgio Gibim Ortega

Meu filho nasceu morto
Numa sexta-feira 13
Minha filha nasceu
No da mentira dia 1
Meu pai faleceu
No dia 13 de fevereiro.
Tantas datas parecidas.
Tantos desencontros
Saiba Deus porque.

AS SUAS COMPRAS

               Sérgio Gibim Ortega

Queria ver te nos lugares
Aonde via, de chapéu branco,
Fazendo tuas compras
Com fartura pra mamãe, a Tata,
Até o aniversário você não esquecia.
Convidava todos pra cantar
Parabéns Pra Tata que agora
Fica te procurando pelo quintal...
Te procurando nos teus passarinhos
Que não existe mais. Que pena!
Que saudade de toda família
Reunida e você lá no supermercado
Fazendo amigos, na correria
Com teu chapéu branco,
O fazendeiro vendo as moças
Bonitas, todas gostavam de ti.
Há sempre, uma reflexão pai.







O TEMPO

           Sérgio Gibim Ortega

pra você pode
Passar mil anos
Que será apenas
Um dia esperando
Pra acordar.
Pra você não terás
Morrido, apenas
Dormes na paz.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

PRESENTE

            Sérgio Gibim Ortega

Pai! Você ainda
Vive muito no meu
presente, na minha
mente, o meu melhor
Momento está
Em toda minha vida
Vou ter na mente
Sempre... Sempre...


segunda-feira, 26 de julho de 2021

AS ENFERMEIRAS

           Sérgio Gibim Ortega

Existem pessoas na vida
Que é mais forte que
Qualquer coisa,
Que é mais humano,
Que mais que uma mãe.
Pessoas tão importantes
Que te ajudam a você viver.
Hoje é o dia das infermeiras,
Se não é, então todo dia é.

terça-feira, 8 de junho de 2021

SEU BEIJO

                     Sérgio Gibim Ortega

O seu beijo mais gostoso
Tem sabor de mel,
Seu amor mais carinhoso
Se envolve como um vel.
É o amor mais amoroso
Num instante leva ao céu.
Me beija tão fervoroso!
Me deixa ivunerável!
Me faz esse amor afetuoso!
Me faz esse amor fiel!
Esse amor mais precioso.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

A MORTE

                      Sérgio Gibim Ortega

Não tenhas medo
Da morte,
Porque a morte
Há de vir;
Assim disseram
Os poetas.
Meu pai partiu,
E, com ele aprendi
A perder o medo.
Meu pai me ensinou
A viver...
Meu pai ensinou
A morrer...


terça-feira, 1 de junho de 2021

Churrasco

               Sérgio Gibim Ortega

Saudade dos churrascos
que fazíamos.
Da família unida,
alegria sem ter fim,
momentos esses
só com meu pai.
Tempo não volta mais,
queríamos mais...
Mas o tempo encerrou...
Acabou... não tem mais...
nunca mais...
Dizer que foi o melhor,
e que foi assim
que o destino teve seu fim,
e que agora resta saudade...
Saudade da fumaça,
da turma reunida
Mas junto de meu pai.
O velho que animava
o nosso churrasquinho...
O melhor churrasquinho.


domingo, 30 de maio de 2021

RELÓGIO

                    Sérgio Gibim Ortega

Pai só me resta está saudade,
Me embarco nesta recordação,
Todas vezes que eu pegar na mão
Seu relógio, me entristece o coração.
Assim me encho de emoção.
Toda vez que olhava o seu relógio
Ficou aqui na minha imaginação,
Que você gostava de ser muito bem
Arrumadinho, me encho de emoção
Tristemente e choro muito me pai
Querido, meu velho caipira, pois serão
Dias difíceis ao passar por esta vida.








terça-feira, 4 de maio de 2021

SONHOS

                Sérgio Gibim Ortega

Quando partir não saberei
Se estive aqui, nem que parti,
Apenas dormirei eternamente.
Pois aqui ninguém é maior
Que ninguém nesta Terra.
Só apenas emprestado a ti
E é para cumprir teu dever
E honra a natureza celestial
A toda essa força ao universo
Serás apenas sonhos repetindo.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

A EXTERMINAÇÃO

                            Sérgio Gibim Ortega

Doutores desqualificados, prestaram falsos juramentos, levaram meu pai a morte por intubação, por qualquer motivo de uma doença inexistente.

Sem medicar ou cuidar direito, deixou o velho no corredor da morte com sede e fome, parecendo carrascos de cara feia quando visitava o meu pai.

Aproveitando a pandemia influênciada pelo mundo inteiro a levar pessoas para o fim de sua existência a terminar o seu último suspiro.

Dos dias de Erodes, época de Jesus, do nazismo aos dias atuais, não ficou muito atrás a exterminação de vidas por contingência, a câmara de gás.

Meu pobre velhinho correu por uma dor, sorriu para nós dando seu último adeus ao deitar em um leito uma máquina vinda do outro lado do mundo, o país que domina a terra.

Donde já milhares seguem nos corredores da morte, por um um sintoma qualquer, leva o diagnóstico de um nome de cinco letras, o nome criado da doença do pânico, como se fosse um carimbo pronto pra qualquer tempo ser deitado à máquina exterminadora e vir a óbito.

Assim meu pai se foi, deitado por dias a respirar forçadamente, doutores prometendo dias melhoras disfarçadamente até ele parar de respirar. Malditos diziam em seus últimos momentos que ele já estaria curado.

Quantos inocentes indo à morte, por uma conspiração pandemia, economia mundial, política, os faz despedir desta vida, donde o mundo é grande e Deus deu lugar para todos.

Não há escape, mais idosos a perecer nesta vida, parece até o toque de recolher por uma flauta chamando os ratos para a morte, o medo, o pânico, não fica ninguém.

Pai, sigo minha vida morrendo de medo de também ser exterminado, pois tu que não era da doença pandemica se foi mesmo assim deixando a mãezinha velhinha e triste sem vontade de viver com medo de ser próxima vítima desta conspiração global.

INDIGNAÇÃO COM A MAGALU ONLINE

                 Sérgio Gibim Ortéga  Comprar no Magalu sempre foi algo que indiquei a amigos e familiares. Durante muito tempo considerei a...