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domingo, 7 de abril de 2013

A CASINHA QUE EU MORAVA



          Sérgio Gibim Ortega

      Hoje estive na casa de meu pai, e ao olhar minha velha casa me bate uma saudade. Construi-a quase debaixo de chuva. Meu Pai já colocou uns três inquilinos lá.
      E hoje estava eu lá assando uma carne, quando a tal inquilina passou por mim, retirou sua moto Bis e saiu de ré, que nem a vi. Falei para meu pai; Nossa, eu nem vi está moça! Enquanto lavava uma tábua de carne, ela passou por mim e nem de sinal. Quando ela voltou novamente, e já com outra pessoa, desceu para a minha velha casinha, nem olhou para trás, nem cumprimentou-me. Não sei se é negra, vermelha ou branca. Há! Mais que moça mais sem sal e sem açúcar mesmo.
     Vivemos hoje numa sociedade de ignorantes, pessoas ambiciosas e que não se parece com ser humano. As pessoas fazem questão de serem baixas. O ser humano hoje está bem distante da realidade. As pessoas hoje são muita má à ponto de nem ter humanismo por si próprio. As pessoas não têm mais nada do que ficar ignorando aos outros. É melhor os animais. Estes apesar de arisco, ainda cumprimentam a gente.
      Eu digo minha velha casinha porque, construí com muito carinho e esforço.  Tudo que a gente constrói no fundo da casa do pai, já sabe que perde mesmo. Então já fui avisado pela família que a casa não é mais minha mesmo. Tudo bem! Mas mal sabem eles que já sei disso e, que também esta velha casa não me interessa de herança não. Pois Deus sempre tem me abençoado, e nunca me deixou na mão. Não é por uma coisa velha que vou ficar brigando. Pois tudo que construí tenho notas e, amigos e vizinhos me ajudaram no dia em que cobria minha velha casa, coloquei portas por dentro e tudo mais, eu e minha esposa. Já foi até modificada sem nossa autorização. Hoje sempre com inquilinos dentro. Até parece que a família faz questão de mantê-la sempre ocupada. Só que tudo o que fazem para mim, sabem, ou deveriam saber, que sempre vou ser abençoado. Pois trabalho para conseguir meus objetivos não falta.
      E durante o tempo em que morei com meu pai, não foi de graça não, minha esposa fazia questão de pagar os impostos da casa e, guardar os talões, o qual temos aqui.
     Mas, tudo que a gente faz com carinho e, apesar de morar por mais de quatorze anos, me deixou saudades. Pois dói saber que a família torce para isso, ver pessoas mal educadas enfiadas lá e, que nem dão atenção pra a gente. Pois ainda deixo umas coisas velhas guardadas lá num quartinho ao lado, mas quase não vou mais aos fundos, pra não olhar muito. Meu pau alugou por uma mixaria, e às vezes, nem recebe direito. Hoje como pai, penso diferente, faço tudo para meu filho.E penso desta forma, que só apenas deveriam ter respeitado nossos sentimentos. E quando há outras pessoas no mesmo terreiro, a gente não se sente mais a vontade na casa do pai. Só!

     Vem aí um livro meu “ Saudade de Minha Casinha”, que vai contar o meu convívio com esta que me deixou saudades...
                                                                                                          07/04/20013

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