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domingo, 11 de julho de 2010

Para Dado, é um contrassenso proibir o Carnavotu


J.L.Pavam
pavam@acidadevotuporanga.com.br

O deputado federal João Dado (PDT) classificou ontem, em entrevista ao jornal A Cidade, que é um contrassenso proibir a realização de festas como o Carnavotu e o Bloco Oba! pelo sistema open bar em Votuporanga. Dado se posicionou sobre o assunto devido ao fato de os organizadores do Carnavotu terem anunciado, dias atrás, a suspensão do Carnavotu, porque os promotores públicos José Vieira da Costa Neto e Eduardo Martins Boiati, da área da criança e do adolescente serem contra o sistema open bar. Para os representantes do Ministério Público, as festas open bar têm gerado brigas e até mortes. A última culminou com o espancamento de um jovem por uma turma próximo a uma casa noturna. Para os organizadores do evento, o Carnavotu é uma festa cara com shows de preços elevados, como o da cantora de axé baiana Ivete Sangalo, que só de sinal exigiu o depósito inicial de R$ 100 mil. Eles alegam que para se tornar viável a festa tem que ser open bar, senão o pessoal não vem. “Não são as festas que fazem os exageros; são os homens. É como no futebol: não é jogo que provoca a agressão entre as pessoas; são as pessoas se agridem por um ou outro motivo, mas o jogo em si é um espetáculo”, disse o deputado. Ele analisa que a não realização do Carnavotu fará Votuporanga perder muito. “É uma festa que leva o nome da cidade até para o exterior, então é preciso uma reflexão profunda, sem emoção, com interesse público, porque se não fizermos aqui, as festas vão continuar nas cidades ao lado, o que é um risco maior. Nossos filhos vão sair para as rodovias, expondo-se ao risco de acidentes fatais. Além disso, a suspensão trará um prejuízo econômico muito grande para a cidade”, acrescentou. De acordo com o deputado, “uma festa que é realizada uma vez por ano não é a responsável pelas desgraças que estão atribuindo e nem ao alcoolismo. Os acidentes e incidentes vão continuar acontecendo, com ou sem festas open bar. E nós precisamos aproveitar esse filão, o Brasil inteiro elogia o nosso carnaval. Nossos filhos estão acomodados aqui, saem da festa e logo estão em casa dormindo. E nós cuidamos dos filhos dos outros que vêm aqui para brincar o carnaval. Eles alugam centenas de imóveis, consomem na cidade, faz a economia girar em todos os aspectos, então é preciso analisar com muito cuidado tudo isso”.

Lei
Para o deputado, a lei está acima da vontade dos homens, porque ela é fruto da decisão coletiva. “Temos que caminhar rapidamente para uma solução”, disse, sugerindo que o prefeito Nasser Marão Filho envie um projeto de lei para a Câmara aprovar, regulamentando esse tipo de festa. “Criamos toda uma condição de infraestrutura turística na cidade, com a construção de um dos melhores teatros de toda a região; buscamos recursos para cobrir a Concha Acústica, que terá 5 mil lugares; teremos um centro turístico com biblioteca no Centro de Lazer do Trabalhador; conseguimos recursos para mudar a rua Amazonas, que passará a ter um comércio totalmente turístico, e agora vamos cancelar as duas principais festas da cidade. Volto a repetir: é um contrassenso. No meu modo de pensar não há lei que proíba o Carnavotu e a festa precisa acontecer para o bem da cidade”. Dado revelou que esteve em Barretos dias atrás e os representantes do grupo Os Independentes, organizadores de uma das maiores festas do peão do Brasil, querem que o Bloco Oba! vá para lá. “Eu disse que não é isso que queremos. Nós queremos que o Oba! fique em Votuporanga, é uma festa criada por nossa cidade e tem que ser realizada aqui”. Finalizando, o deputado salientou que espera que o impasse seja resolvido com a máxima urgência. Na visita que fez ao jornal A Cidade, Dado estava acompanhado de alguns amigos: o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas, Antonio Clemente Tiago Borges, o dentista Júlio Mega, de Riolândia, e dos assessores Elinton Sette e César Fernando Camargo.
DO JORNAL À CIDADE DE VOTUPORANGA

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