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sábado, 10 de outubro de 2009

Cosmorama completa o 78º aniversário neste sábado


(FOTO PANOÂMIO)
09/10/2009 - 13:53 - Outros - Cosmorama - SP

A história de Cosmorama começa... “na linha tronco que parte de Tanabi, nas proximidades do Córrego do Cavalinho, aproveitando o cruzamento da referida estrada, dispôs se o Coronel Militão a fundar o patrimônio de Santa Helena” (1993, p.01)
Vista aérea do município de Cosmorama
De acordo com os dados do Diagnóstico do Município de Cosmorama, referente ao PIDSE (Programa Integrado de Desenvolvimento Sócio-Econômico), realizado pelo Sebrae-SP (Serviço de Apóio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a história de Cosmorama começa... “na linha tronco que parte de Tanabi, nas proximidades do Córrego do Cavalinho, aproveitando o cruzamento da referida estrada, dispôs se o Coronel Militão a fundar o patrimônio de Santa Helena” (1993, p.01). O agrimensor Jerônimo Vilas Boas foi contratado para traçar as ruas, delimitados os quarteirões, dando-se início às construções das primeiras casas, onde começaram a se alojar vendeiros (donos de mercearias) e seus familiares. Julio Catini, industrial de Tanabi, resolveu instalar uma maquinaria de beneficiamento de café, a fim de aproveitar a abundante safra da região. Como o povoado de Santa Helena marchava a passos rápidos para o completo aniquilamento e não inspirava confiança para o empreendimento, (...) Catini resolveu procurar o fazendeiro, Antônio Candido Borges, e lhe propôs a construção de um prédio para o funcionamento da sua projetada máquina, mediante concessão, a titulo gratuito, de uma área de propriedade, resultando desse entendimento o plano para a fundação de um patrimônio. (Sebrae, 1993, p.01 e Expo Nacional dos Municípios, 1971-1972, p.156). Prevendo a valorização de suas terras e consequentes lucros, Borges aceitou a proposta de Catini, contratando assim o agrimensor Germano Robach para proceder a inspeção do terreno escolhido, próximo da venda do “Tatiano” e o posterior corte da área suficiente em datas e quarteirões, o equivalente a mais ou menos 10,83 alqueires. A demarcação foi concluída em 10 de outubro de 1931, tendo como confrontantes Manoel Inácio Pimenta e Militão Alves Monteiro, os quais, decorridos algum tempo, se animaram a retalhar as terras limítrofes do povoado que ao norte se localiza o município de Álvares Florence; ao sul, Tanabi; ao leste, Américo de Campos e Palestina e ao oeste, Votuporanga e Sabastianópolis do Sul. De acordo com dados do Diagnóstico, o responsável por dar o título de Cosmorama foi o historiador da cidade de Tanabi, Sebastião Almeida de Oliveira, que, ao chegar ao local, expressou o vocábulo: “Panorama ideal de onde se descortina vastos horizontes”. Das palavras gregas “kosmo” = mundo e “Orama” = vista, nasceu o nome: Cosmorama. A praça principal recebeu o nome de “Praça dos Bandeirantes” e as ruas, os nomes dos estados brasileiros. Em 1932, durante a revolução, algumas tropas enviadas pelos militares para guarnecer as fronteiras do estado se alojaram no município de Tanabi, mas Cosmorama, pela sua posição estratégica, tornou-se o centro de operações, instalando-se então um posto policial de emergência. (...) com a vinda dos militares, Cosmorama tornou-se amplamente conhecida em outras regiões do estado e aos poucos foi tomando impulso, onde acabou acolhendo um grande número de forasteiros. Desse desenvolvimento resultou a necessidade de se criar um posto policial, o que aconteceu somente em agosto de 1937, depois de repetidas representações que os habitantes locais enviaram às autoridades competentes. Antônio de Martins foi nomeado para sub-delegado de polícia, Permino Barboza de Souza para 1° suplente e José Luvizari para 2° suplente de delegado. Esse constante desenvolvimento elevou-se à categoria de município, determinado pela lei n°233, de 24 de dezembro de 1948, tendo a instalação acontecido em 9 de abril de 1949. (Expo Nacional dos Municípios, 1971- 1972, p. 156). O primeiro prefeito de Cosmorama foi José Rodrigues Moreno, no período de 09 de abril de 1949 a 9 de abril de 1953, que, em sua administração, abriu diversas estradas para carros, linhas de penetração, caminhos vicinais, variantes e atalhos, todos convergindo para a cidade que assim transformava-se em sede econômica, política e religiosa. (...) instintivamente, logo a partir do córrego do Retiro, na fazenda “Nova”, começaram a aparecer vendas as beiras da estrada, sendo que as primeiras foram a de Jerônimo Hipólito da Silva, Cesário Penão, antigo inspetor de quarteirões a de Joaquim da Costa Maciel, conhecido como “Tatiano”, constituída de tosco rancho de sapé ereto ao lado do caminho no topo onde passava o “divortium aquarium” (divisor de águas). (Expo Nacional dos Municípios, 1971-1972, p. 156). Mais de vinte mil pessoas moravam no município nos anos 50. O setor econômico era baseado na agricultura e pecuária, mas o fator principal era a produção de café. A maioria da população vivia na zona rural, pois as condições de trabalho eram melhores. De acordo com Lídia Ziadi Rodrigues, moradora de Cosmorama, na década de 50 a estação ferroviária chegou ao município, mais precisamente no bairro da Estação. A vinda dos trens da Alta Araraquarense foi muito importante para os produtores de café, pois os cargueiros transportavam as sacas até as cidades vizinhas ou outros estados, mas, principalmente, para a capital São Paulo. Na década de 70, o transporte mais utilizado para viagens eram os trens de passageiros, que tinham itinerários dentro dos estados de São Paulo e Mato Grosso. Um dos pontos mais utilizados por pessoas de toda região era a estação ferroviária de Cosmorama, onde os pequenos comércios existentes – as vendas, pensões e pequenos hotéis – lucravam com a população visitante. Nos anos 80 o município de Cosmorama passou a se desenvolver ainda mais, pois os governos municipais proporcionavam a vinda de empresas do ramo agropecuário, laticínios, máquinas de arroz e benfeitores de café. Na década seguinte os setores secundários e terciários promoveram mudanças e se aperfeiçoaram com a chegada da tecnologia. Os computadores começavam a tomar espaços nos escritórios e repartições públicas e proporcionaram a necessidade de atualização e a busca por novos conhecimentos. Em 2007, a população decresceu e estava estimada em 7.372, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). A economia está baseada na agricultura, pecuária, comércio, indústria e atividade canavieira em expansão. No período de maio de 2005 a 2008, várias usinas arrendaram chácaras, sítios e fazendas para plantarem cana, produto valorizado no mercado brasileiro, que busca a liderança na expansão do Biocombustível. Aproximadamente, cerca de 2.462 hectares, ou seja, 1017,35 alqueires de terra em Cosmorama foram adaptados para o cultivo da cana. A UNP (Usina Noroeste Paulista), que pertence ao Grupo Noble, localizada no município de Sabastianópolis do Sul; a usina Moreno, de Monte Aprazível; a Guarani, situada no município de Ibiporanga e a usina Colombo, instalada em Pontes Gestal, empregam atualmente mais de mil funcionários cosmoramenses. Para atender as demandas das empreiteiras e usinas, com a mão-de-obra para o corte e plantio de cana, trabalhadores dos estados do Maranhão, Pernambuco e Piauí foram contratados para prestar serviço na região, sendo que vários se alojaram no município de Cosmorama, crescendo assim o número de habitantes temporários.
NOTÍCIAS DO JORNAL FOLHA DE COSMORAMA

Um comentário:

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