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terça-feira, 17 de março de 2009

Corpo de Clodovil Hernandes será velado e sepultado em São Paulo

Parlamentar estava internado em UTI de Brasília desde a manhã de segunda-feira (16), vítima de um AVC hemorrágico; ele morreu no fim da tarde desta terça

O corpo do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), morto em Brasília na tarde desta terça-feira (17), será velado e sepultado na cidade de São Paulo nesta quarta-feira (18). De acordo com ao Partido da República, o velório terá início às 12h na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O enterro será às 17h30 no cemitério do Morumbi.

Clodovil será enterrado ao lado de sua mãe, Izabel Sanches Hernandes, no jazigo da família. O deputado faleceu em Brasília, no fim da tarde desta terça-feira (17), vítima de uma parada cardíaca, horas depois de ter sido confirmada sua morte cerebral. Os médicos avaliam a possibilidade de doação dos órgãos do deputado. Na ausência de familiares, ela foi consentida por pessoas próximas e autorizada pela Promotoria de Justiça.

O parlamentar foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na manhã desta segunda-feira (16). Desde então ele estava internado na UTI do Hospital Santa Lúcia, na capital federal. O deputado já havia sofrido um outro acidente desse tipo em 2007.

Internação
Desta vez, Clodovil foi encontrado inconsciente ao lado da cama no início da manhã por um de seus funcionários e socorrido por uma equipe do Departamento Médico da Câmara. Os médicos constataram que ele estava em coma profundo, de nível 5, numa escala de 3 a 15, em que os menores números indicam os piores quadros.

Os médicos não puderam nem submetê-lo a cirurgia devido à grande extensão do coágulo. Eles fizeram drenagem de sangue de seu cérebro por meio de um cateter.

Agravamento
Durante a tarde, o estado de saúde do deputado se complicou, em razão de uma parada cardíaca de cinco minutos. Os médicos alertaram que se sobrevivesse, ele poderia conviver com sequelas graves, como ficar sem andar ou falar.

Na manhã desta terça, o boletim apontava que Clodovil estava em coma profundo, de nível três, o mais grave. Uma série de exames foi realizada para checar se o deputado havia sofrido morte cerebral, mas os resultados não foram conclusivos. A confirmação veio no fim da tarde.

Perfil
Clodovil tornou-se figura conhecida em todo o país por envolver-se constantemente em polêmicas, em todas as atividades exercidas, sem medo de acumular desafetos com suas críticas ácidas.

Nascido em 17 de junho de 1937, na cidade de Elisário, interior de São Paulo, ele tornou-se estilista de grande expressão na década de 60. Seus modelos, disputados por socialites e celebridades, lhe renderam o prêmio Agulhas de Ouro, o mais cobiçado da moda brasileira. Entre Cacilda Becker, Elis Regina e as famílias Diniz e Matarazzo eram seus clientes.

TV
Clodovil conquistou espaço na televisão depois de participar do programa “8 ou 800”, em que respondia perguntas sobre Dona Beija, personagem histórica das Minas Gerais do século 19.
A partir daí, virou frequentador de programas e também apresentador. Passou por quase todas as emissoras brasileiras. A estréia foi na década de 80, no “TV Mulher”, da Rede Globo, em que dava dicas de moda e etiqueta – e sua mera aparição era capaz de dobrar a audiência do programa.

A carreira seguiu, com passagens em quase todas as emissoras brasileiras, com “A Casa é Sua”, “Clodovil”, “TV Mulher”, “Mulheres”, “Clodovil Frente & Verso”, “Retratos”, “Noite de Gala”, “Clodovil Abre o Jogo”, “Manchete Shopping Show” e “Clodovil Soft”. Ele participou também da novela “Sabor de Mel” e do filme “A Infidelidade ao Alcance de Todos”.

Política
Em 2006, Clodovil elegeu-se pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC) deputado federal por São Paulo com 493 951 votos – um dos maiores números de eleitores do estado. Mais tarde, mudou de sigla, para o Partido da República (PR) e escapou da perda do mandato por infidelidade partidária, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A vida política de Clodovil também foi marcada por seus comentários ferinos e uma série de desentendimentos. No início do mandato, envolveu-se numa discussão acalorada com a deputada Cida Diogo (PT-RJ) e a chamou de “feia” no plenário da Câmara.

Antes de tomar posse, gerou preocupação no Congresso por afirmar a um jornal argentino que apoiaria projetos mediante pagamento. Ainda durante a campanha, chamou a atenção com o bordão “Brasília nunca mais será a mesma”. Homossexual assumido, também brincou com o número de inscrição, 3611. “Por que eu escolho o 11? Meu amor, porque 24 já era. Agora é um atrás do outro.”

ABRIL.COM


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